fbpx

Aumento da temperatura global preocupa pesquisadores da NASA

Em contraponto, Sarney Filho afirma que na luta contra as mudanças climáticas não há opção senão vencer

Foto: Petalouda62/Flickr

De acordo com análises da NASA sobre a temperatura do planeta, e a partir de reconstruções feitas pela Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (NOAA), a temperatura global aumentou de quatro a sete graus em um período de cinco mil anos e a tendência é que as temperaturas subam ainda mais nos próximos anos, podendo ser 20 vezes mais rápido que a média histórica.

Pesquisadores da NASA demonstram preocupação com o aumento da temperatura global e se mostram céticos em relação às metas para manter o aquecimento global dentro do limite de 1,5ºC, estabelecidas durante a COP-21, em Paris. Para eles, a meta de não ultrapassar os 1,5°C tem como objetivo proteger as nações insulares, que podem ser inundadas pela elevação dos oceanos. Entretanto, se as emissões forem mantidas nos níveis atuais, este limite será ultrapassado em apenas cinco anos.

Para Gavin Schmidt, cientista da NASA, o planeta está aquecendo de forma muito acelerada e é muito improvável que o mundo fique dentro dos limites de temperatura acordados e necessários para evitar desastres causados pela elevação dos níveis dos oceanos. “Nós estamos vivendo em um ritmo constante de quebras de recorde nas temperaturas. O ano de 2015 foi o mais quente até agora, antes dele havia sido 2014”, afirma Schimdt. Apenas neste ano, por exemplo, a temperatura já atingiu 1,38ºC acima dos níveis registrados no século 19, que servem como referência para os cientistas e para o Acordo de Paris.

Os pesquisadores acreditam que apenas o dióxido de carbono emitido a partir da geração de energia, transportes e agricultura já seja suficiente para elevar o nível dos oceanos em quase um metro até o final deste século.

 

Campanha

2-92594f_9c1656b39a034f64938c186eedeff2bc-mv2_d_1690_1232_s_2

No início de agosto, durante os Jogos Olímpicos, em evento no Rio de Janeiro, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, afirmou que na luta contra as mudanças climáticas não há opção senão vencer. Para ele, o Brasil tem como compromisso o cumprimento das metas do Acordo de Paris, usando todos os esforços para que seja possível limitar o aumento da temperatura global em 1,5ºC. “Meio grau pode parecer pouco, mas para muitos pode significar sobrevivência”, afirma. A expectativa é que o Brasil ratifique o Acordo na próxima semana. Ana Toni, presidente do Instituto Escolhas, se mostrou esperançosa em relação ao cumprimento da meta e citou o discurso que uma poetisa das Ilhas Marshall fez à ONU, no qual ela afirma que a diferença entre 1,5 °C e 2 °C para aquela população é a diferença entre sobreviver como país ou viver como refugiados do clima.

Durante o evento, foi lançada a campanha “1,5ºC: o recorde que não devemos quebrar”, que propõe a união entre todas as nações necessárias para atingir o objetivo e controlar o aquecimento global. De acordo com a campanha, para atingir o objetivo de 1,5 ºC é preciso zerar as emissões líquidas de gases de efeito estufa até a metade do século.