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Fiocruz mapeia vulnerabilidade da Amazônia às mudanças climáticas

Estudo orientará governantes à mudança do clima

Estamos vivendo o momento para o enfrentamento das mudanças climáticas. No Brasil, a Amazônia será uma das que mais sofrerá com o aquecimento global, de acordo com as projeções feitas até o momento. A expectativa é que até o fim do século a temperatura média possa subir até 7ºC, colocando em risco o equilíbrio do bioma e a população. Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores, coordenada por Ulisses Confalonieri, do Centro de Pesquisa René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em Belo Horizonte, elaborou um estudo de vulnerabilidade para prever o futuro do clima na região entre 2041 e 2070, trazendo dados sobre a realidade social, econômica, saúde e ambiental dos 62 municípios do Amazonas, de acordo com matéria publicada em O Globo, na última semana.

De acordo com Confalonieri, a ideia é ajudar os governos locais a priorizar investimentos para melhor alocarem recursos em projetos a fim de preparar os municípios às mudanças esperadas sobre três pilares: sua sensibilidade, que leva em conta fatores como pobreza, taxa de infecção por doenças associadas ao clima e situação demográfica; sua exposição, que inclui o grau de preservação do ambiente e manutenção da cobertura vegetal e o histórico de eventos extremos, como secas ou inundações; e sua capacidade de resposta. “A ideia desse índice de vulnerabilidade climática é guiar a tomada de decisões relativas a projetos e investimentos em políticas de adaptação às mudanças climáticas”, afirma Confalonieri.

O estudo permitirá mais do que saber quais serão os investimentos necessários, mas, também, que os governantes tenham conhecimento sobre a situação de cada município e possam planejar sua proteção e fazer a prevenção em relação aos eventos climáticos.

Júlia Menezes, integrante da equipe responsável pelo estudo, afirma que a mudança do clima é uma realidade. “Construímos, então, uma ferramenta para que os governos saibam quais são suas deficiências de hoje em relação aos cenários futuros do clima, o que podem fazer para a população sofrer menos lá na frente. E como estas projeções são incertas, o melhor é se preparar”, explica.

A previsão é que os pesquisadores também publiquem, em breve, resultados de levantamentos semelhantes para o Espírito Santo, Pernambuco, Paraná, Maranhão e Mato Grosso do Sul.