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A importância do capital privado na construção de tecidos urbanos

Em artigo publicado no Valor Econômico urbanista aponta que uma grande cidade se faz com a construção de interesses comuns entre forças de mercado, governo e sociedade

 

O pesquisador de questões urbanas e mestre em administração pública, Philip Yang, que esteve no Seminário Moradia e Expansão das Metrópoles Brasileiras, realizado dia 22 de janeiro, escreveu no jornal Valor Econômico um artigo sobre como os insucessos de projetos imobiliários em escala urbana estão afastando os investidores qualificados dos empreendimentos de grandes escala nas cidades brasileiras. Ou seja, ocorre uma verdadeira aversão a oportunidades de investimento em projetos urbanos complexos.

De acordo com ele, são inúmeros os fatores para que isso ocorra: momento errado de entrada ou saída do investimento, projetos equivocados, problemas de gestão e governança, localização ruim, desalinhamento entre expectativa de crescimento do capital financeiro versus a natureza de crescimento orgânico do setor imobiliário, a falta de uma regulamentação justa de distratos, insegurança jurídica e, não menos importante, o travamento de projetos por problemas com aprovações e licenças junto ao poder público.

Isso é algo grave do ponto de vista do urbanista, que vê a fuga de capitais como algo que impede a possibilidade de executar projetos imobiliários que estejam voltados a ajustar as discrepâncias urbanas que temos hoje: a distância entre trabalho e moradia; a desproporção entre o verde e o cinza; o contínuo espraiamento que coloca em risco nossos mananciais.

De acordo com seu artigo, Philip alerta que “se o empreendimento imobiliário em escala urbana continuar a se revelar um péssimo negócio, o mercado imobiliário seguirá fazendo o que faz, construindo a cidade de forma fragmentária, em terrenos menores, em projetos de complexidade mais baixa, que olham apenas para dentro, sem vinculação com o entorno. Com a ausência do capital privado em projetos estruturantes, teremos certamente tecidos urbanos piores”, escreveu. O urbanista cita ainda em seu artigo exemplos bem-sucedidos de parceria público- privada (PPP) em Portugal, México, França e EUA onde o capital privado investe em projetos de grande impacto coletivo quando a moldura regulatória favorece a construção de uma convergência de interesses.

Philip Yang, mestre em administração pública pela Universidade Harvard, é fundador do Urbem (Instituto de Urbanismo e Estudos para a Metrópole).

Leia o artigo completo AQUI.

O Seminário que contou com a presença do autor lançou o estudo Morar Longe: o Programa Minha Casa Minha Vida e a expansão das Regiões Metropolitanas.

Acesse aqui o estudo completo

Confira a plataforma #QuantoÉ? Morar Longe