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Policy Brief da Cátedra Escolhas traz ranking de empregos verdes no Brasil liderado pela região Sudeste

A economista Tayanne Arcebispo que assina a quinta edição da série especial, analisou dez setores da economia em todos os estados e no DF

Os maiores índices de empregos verdes estão na região Sudeste, seguida pela região Sul, distribuídos em setores como reciclagem e redução de resíduos, agricultura e reflorestamento, geração de energia renovável, construção verde e proteção ambiental. O ranking é apresentado no Policy Brief “Empregos verdes: qual seu impacto?”, quinto da série especial Cátedra Escolhas, assinado pela economista, Tayanne Renata Arcebispo, bolsista da Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente, que tem o Itaú como um dos patrocinadores.

O trabalho utiliza como referência o Índice de Emprego Verde (Green Job Index) e buscou identificar o quão verde é a economia de determinada localidade, a partir da análise de dez setores, nos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, entre 2002 e 2014, a partir do “Relatório Anual de Informações Sociais” (RAIS). As informações foram catalogadas a partir da definição de “emprego verde”, ou seja, qualquer emprego classificado pela Occupational Information Network (O*NET). O Índice de Emprego Verde varia de 0 a 1, no qual os resultados mais próximos de 1 revela que a região está próxima da estrutura definida como economia verde, caso do estado de São Paulo com índice de 0,7. E os valores próximos a 0 demonstram o contrário, como é o caso de Alagoas e Acre, com índices iguais de 0,2.

Entre os setores analisados, o de reciclagem e redução de resíduos tem cerca de 1 milhão de empregos e lidera com o índice de 0,42, enquanto o setor de manufatura é maior empregador com 27, 7 milhões de trabalhadores, mas registra o segundo menor índice 0,27.

Segundo a autora, o trabalho contribui para a identificação e quantificação de setores verdes no Brasil para que haja direcionamento adequado às políticas públicas que estimulem a economia verde e que aperfeiçoem a classificação de atividades econômicas e instrumentos de medição de sustentabilidade. 

Tayanne Arcebispo acredita que o desenvolvimento sustentável só acontece com o equilíbrio dos três pilares: economia, sociedade e meio ambiente. “Se os formuladores de políticas tiverem essa concepção, toda a sociedade se beneficia. A pesquisa me mostrou o quão são necessários estudos na área de economia e de meio ambiente. O Instituto Escolhas, com o apoio do Programa de Pós Graduação em Economia Aplicada da UFOP, me proporcionou mais uma gratificante oportunidade de me desenvolver como pesquisadora por meio do Policy Brief”, conclui a economista. 

Série bolsistas:

“Mudanças Climáticas no Brasil: efeitos sistêmicos sob cenários de incerteza” –  Bruno Santos Souza

 “Água virtual exportada pelo Brasil por meio de produtos agropecuários” – Jaquelini Gelain

“Quanto custa a imobilidade urbana em São Paulo?” Ricardo Campante

“Veículos GNV, meio ambiente e mercado de combustíveis” Roberto Amaral

“Empregos verdes: qual seu impacto?” – Tayanne Renata Arcebispo

 Sobre a Cátedra

A Cátedra Escolhas de Economia e Meio Ambiente, que conta com o patrocínio do Itaú, oferece bolsas de mestrado e doutorado para estudantes de pós-graduação interessados em estudar Economia em sua interface com o Meio Ambiente. Conheça os bolsistas e os trabalhos desenvolvidos por eles nas redes sociais do Instituto Escolhas.

Desde 2016, a Cátedra já beneficiou 23 bolsistas de diversos estados do Brasil, sendo que doze já defenderam a tese.