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Queda na produção de sacolas plásticas mostra efeito da “lei das sacolinhas” em São Paulo

De acordo com Alfredo Shmitt, da Abiel, empresa de embalagens plásticas, em matéria publicada na Folha de S. Paulo, na última semana, desde que a cobrança por sacolas plásticas foi estabelecida em abril de 2015, a produção de sacolas destinadas para a cidade de São Paulo caiu 60%, fazendo com que a capital paulista responda por 10% do consumo no país. Para Sergio Leitão, diretor de Relacionamento com a Sociedade do Instituto Escolhas, essa queda significa que a lei fez efeito, cumprindo seu objetivo de reduzir o consumo de sacolas plásticas.

Por outro lado, segundo uma pesquisa do Datafolha, encomendada pela Plastivida – uma das maiores opositoras da lei paulista –, metade dos paulistanos que compram em mercados dizem pagar sempre pelas sacolas plásticas. “Isso explica porque o consumo caiu, já que a outra metade deu um jeito de se livrar de usar a sacola plástica, mostrando, também, que a lei fez efeito”, conta Leitão.

Entretanto, ainda de acordo com a pesquisa, cerca de 61% dos entrevistados acham que os mercados deveriam se responsabilizar ficando com a conta. Apenas 17% aprovam a cobrança. Para Leitão, é preciso ter uma lei para que as pessoas mudem hábitos de consumo que geram impactos negativos. “Na consciência pura e simples não vai. E são só R$ 0,08 centavos o valor de cada sacolinha”, afirma. “Então, podemos dizer: essa lei pegou. Por quê? Porque quem a aplicava na outra ponta, os supermercados, estavam a fim de fazer valer o escrito. O poder público só regulou a conduta”, completa.

No mês de junho, Leitão falou sobre o tema em entrevista à rádio CBN, criticando a então aprovação da Câmara Municipal de São Paulo referente ao projeto que impedia a cobrança das sacolas plásticas e fez um apelo para que o prefeito da cidade, Fernando Haddad, vetasse o projeto. “Quando não pago pela sacola, estou reforçando minha falta de compromisso e a socializando”, afirmou Leitão. Já em julho, Haddad vetou o projeto de lei que permitia a volta das sacolinhas plásticas nos supermercados da cidade e obrigava o fornecimento gratuito.

As sacolinhas com material bioplástico, utilizadas atualmente, foram adotadas pela prefeitura de São Paulo para alavancar a coleta seletiva na cidade e reduzir a quantidade de resíduos que são encaminhados para os aterros.