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Baía de Guanabara levaria 25 anos e investimento de R$ 20 bi para ser despoluída, diz secretário

Despoluir a Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, foi uma das promessas feitas pelo Brasil no documento de candidatura aos Jogos Olímpicos de 2016.

A meta era tratar 80% do esgoto despejado na baía antes dos jogos. No entanto, segundo reportagem da Agência Brasil, o secretário de Meio Ambiente do estado do Rio, André Correa, declarou que levará pelo menos 25 anos – e um investimento de R$ 20 bilhões – para deixar as águas da Guanabara em boas condições.

Para o secretário, a meta apresentada para as olimpíadas foi mal colocada e um erro de comunicação. Os R$ 20 bilhões, segundo Correa, seriam necessários para executar apenas os planos municipais de saneamento das cidades próximas à baía, sem levar em conta os rejeitos industriais e resíduos sólidos que também poluem as águas. “A gente colocou uma meta que era muito ousada, de ter a baía 80% despoluída e ninguém sabe explicar o que é esse 80%, se é de carga orgânica ou se não é. Ficou uma coisa muito mal colocada e que só contribuiu para esse descrédito original”, afirmou Correa.

Correa disse, ainda, que a única solução para arcar com os custos seria recorrer a parcerias público-privadas, uma vez que o Estado do Rio se encontra em uma profunda crise econômica.

Sustentabilidade e as olimpíadas

Com foco na sustentabilidade, o Comitê Rio 2016 desenvolveu um plano para compensar por volta de 2 milhões das 2,9 milhões de toneladas de carbono que serão emitidas durante o evento. Para falar sobre descarbonização, no próximo dia 28, o Museu do Amanhã, junto ao Comitê Organizador Rio 2016 e o Observatório do Clima, promovem um seminário na cidade do Rio de Janeiro para discutir a relação entre as mudanças climáticas e as olimpíadas. O evento reunirá uma série de especialistas para debater sobre as implicações da mudança do clima e e os desafios da descarbonização em mega eventos esportivos.