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Escolhas apresenta estudos para técnicos do governo federal

Encontro em Brasília estabeleceu diálogo importante para que instituto possa colaborar para país alcançar seus compromissos para o clima

Encontro em Brasília estabeleceu diálogo importante para que instituto possa colaborar para país alcançar seus compromissos para o clima

Um grupo de pesquisadores do Escolhas, incluindo o diretor de relacionamento com a sociedade Sérgio Leitão e o diretor científico Shigueo Watanabe, esteve em Brasília neste mês com a missão de apresentar o instituto e o resultado de seus primeiros estudos ao secretário executivo do Ministério do Planejamento, Francisco Gaetani, e outros 15 técnicos da administração pública federal, em especial dos Ministérios da Fazenda, Planejamento, Casa Civil e do Meio Ambiente.

Foram duas horas de apresentações e discussões acerca de dois estudos: a pesquisa que avalia os impactos econômicos e sociais da tributação de carbono no Brasil e o trabalho que calculou o investimento necessário para o país recuperar 12 milhões de hectares de florestas, número esse que faz parte do compromisso brasileiro na COP-21.

“Colocamos na mesa números que ainda não haviam sido calculados em um contexto onde, com as metas para cortar suas emissões de gases de efeito estufa em setores chaves da economia do país, é o momento de calcular qual será o orçamento para o Brasil alcançar esses compromissos”, destacou Watanabe.

Para o diretor científico, o encontro serviu para ampliar o horizonte das premissas levantadas pelo Escolhas, mostrando como é possível aprofundar e agregar mais aos estudos realizados, complementando o que o Instituto iniciou. “Fomos até Brasília com o propósito de oferecer nosso conhecimento técnico. Esse primeiro encontro deixou claro que vamos continuar os trabalhos buscando parcerias”, afirmou.

Segundo Sérgio Leitão, os técnicos do governo federal puderam sabatinar livremente a equipe do Escolhas, com perguntas sobre os modelos utilizados para a confecção dos estudos, os limites encontrados e que tiveram que ser superados para que os trabalhos tivessem consistência técnica, além dos prazos em que cada um deles foi elaborado. “Ouvimos que os estudos são de ótima qualidade e, o que é melhor ainda, oferecem subsídios valiosos para quem está no governo querendo desenhar boas políticas e se depara sempre com a falta de informações confiáveis e seguras”, disse o diretor de Relacionamento.

O custo da legislação

A reunião gerou também novas sugestões para o Escolhas sobre temas que merecem investigação. Um deles foi a recomendação de analisar as reais motivações dos entraves ao financiamento da recuperação de florestas no Brasil, o que permitiria entender porque muitas vezes, apesar dos recursos disponíveis, determinadas políticas não decolam. “Sem entender porque isso acontece, pode ser pouco eficaz delinear novas linhas de apoio financeiro para fazer cumprir a meta de recuperar os 12 milhões de hectares”, salientou Leitão.