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Estudo inédito traça panorama da agricultura urbana em Belém

Iniciativa do Instituto Escolhas, em parceria com a Prefeitura de Belém, mostra que a agricultura praticada na capital paraense poderia alimentar 1,7 milhão de pessoas

 

A produção de alimentos na cidade de Belém e Região Metropolitana poderia chegar a 19 mil toneladas de legumes e verduras por ano, volume suficiente para alimentar 1,7 milhão de pessoas e suprir outras 950 mil com bebida de açaí, além de gerar 3.267 empregos. É o que mostra o estudo “Os desafios e o potencial da agricultura urbana e periurbana em Belém”, lançado nesta sexta-feira, dia 14 de outubro. Os principais dados e resultados da pesquisa – idealizada e realizada pelo Instituto Escolhas, em parceria com a Prefeitura Municipal de Belém – estão agora disponíveis em uma plataforma digital e interativa.

“Nos últimos meses, nos dedicamos a entender todo o sistema alimentar de Belém. Isso inclui saber de onde vêm os alimentos, como e onde eles são comercializados, quais são as instituições que podem ajudar a fortalecer a agricultura urbana e periurbana de Belém economicamente. Pela primeira vez, essas informações estão reunidas em um lugar, ao alcance de toda a população”, afirma Jaqueline Ferreira, gerente de portfólio do Instituto Escolhas e responsável pelo projeto.

Dividida em oito seções, a plataforma reproduz os principais ícones do território de Belém, convidando o usuário a entender como se configuram as relações de produção, abastecimento, comercialização e consumo na cidade de Belém e região. Traz também uma tipologia da agricultura belenense e o detalhamento dos oito tipos de agricultura identificados pelo estudo.

“Essa plataforma gera dois benefícios imediatos: primeiro, coloca na pauta da cidade a questão do desenvolvimento da agricultura urbana e faz com que as pessoas conheçam a existência desse potencial e possam se envolver. Segundo, cria um aumento da base de consumo pela própria cidade. Ou seja, faz com que as pessoas conheçam os pontos de comercialização dos alimentos saudáveis, produzidos de forma agroecológica e socialmente mais justa. Nossa expectativa é grande. Queremos desenvolver todas as cadeias da produção econômica de alimentos saudáveis na área urbana”, assegura o secretário municipal da Economia de Belém, Apolônio Brasileiro.

A pesquisa identificou, ainda, espaços adequados para o desenvolvimento da agricultura no espaço urbano de Belém. “Mapeamos áreas não edificadas, terrenos não utilizados ou subutilizados que podem ser ocupados pela produção de alimentos. Em seguida, simulamos a aplicação de modelos de produção sustentável nesses espaços potenciais e em sistemas agroflorestais para a produção de açaí”, explica Jaqueline. “Foi assim que chegamos aos números que mostram o grande potencial da agricultura em território belenense”, completa.

Já os principais desafios identificados encontram-se no âmbito da regularização da atividade, do elevado custo logístico e do baixo acesso a assistência técnica, políticas públicas e crédito. Segundo Brasileiro, o levantamento feito pelo Instituto Escolhas deve transformar esse cenário. “Pensar no desenvolvimento da agricultura urbana exige esforços não apenas da prefeitura de Belém ou da Secretaria de Economia, mas de diversos órgãos governamentais e organizações sociais. Agora, com esse estudo, podemos planejar e desenvolver ações integradas”, planeja.

A plataforma pode ser acessada em: agriculturaembelem.escolhas.org