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Quando incluídos os custos ambientais, térmicas a gás são economicamente inviáveis

Recém-lançado, estudo do Escolhas analisou as taxas de retorno de investimentos em hidrelétricas, térmicas a gás natural e óleo combustível, eólicas e solares fotovoltaicas

 

Na semana em que o governo anunciou medidas paliativas ante a crise hídrica e energética que se instalou no País, causada pela falta de planejamento e gestão dos recursos hídricos e energéticos, o Instituto Escolhas divulga estudo inédito mostrando que as térmicas a gás natural (aposta errada do governo para conter um possível apagão) são economicamente inviáveis – não trazem uma taxa interna de retorno (TIR) para o investidor – quando incluídos os custos ambientais na conta.

Utilizando os mesmos modelos econômico-financeiros adotados pelo mercado, o estudo “Como incluir o meio ambiente na matemática dos negócios?” analisou a rentabilidade financeira de usinas hidrelétricas na Amazônia, termelétricas a gás natural e a óleo combustível, eólicas e solares fotovoltaicas, incluindo em seus fluxos de caixa os custos dos impactos ambientais dos empreendimentos, como as emissões de gases de efeito estufa e o uso da água – o que ainda não é feito. 

De acordo com Larissa Rodrigues, gerente de Projetos e Produtos do Escolhas, assim como em outros setores, os investimentos no setor elétrico são decididos e priorizados pelas empresas com a análise de modelos econômico-financeiros, que projetam os fluxos de caixa dos projetos de usinas e calculam a sua rentabilidade, indicada pela Taxa Interna de Retorno (TIR). 

“O dinheiro é aplicado nas usinas com TIR mais alta, que são mais rentáveis. Ao incluir os impactos ambientais nos modelos de negócio, deixando de tratá-los como meras externalidades, o estudo dá a real dimensão da rentabilidade das usinas, possibilitando que os investimentos sejam priorizados para as fontes renováveis, como eólica e solar, que possuem boa rentabilidade”.

Destaques do estudo

Os resultados mostram que as termelétricas a gás natural e a óleo combustível, quando operam a plena carga no sistema elétrico, não possuem rentabilidade financeira e investidores terão prejuízos ao apostar nessas usinas. Já as hidrelétricas na Amazônia apresentam uma rentabilidade bastante reduzida e deixam de ser atrativas para o investidor.

De acordo com o estudo, a rentabilidade mais alta se encontra em usinas eólicas e solares, já que nos dois casos os custos ambientais são bastante reduzidos e quase não impactam nas respectivas taxas de retorno de investimento.

Como conclusão, o estudo traz uma proposta de método prático para que os investidores e a proteção ao meio ambiente caminhem juntos, com a inclusão dos custos ambientais nas análises empresariais de rentabilidade financeira para novos investimentos no setor elétrico. Além disso, destaca ser fundamental que os bancos adotem mecanismos, como uma matriz de riscos ambientais, para que as avaliações ambientais dos financiamentos tenham critérios objetivos e que os recursos sejam direcionados para projetos alinhados com os compromissos dessas instituições com o clima e o meio ambiente.

Confira aqui o sumário na íntegra

 

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“Ameaça de novo apagão é culpa da falta de planejamento”, artigo de Larissa Rodrigues para a Megawhat Energy

Estudo “Matriz de Riscos: um caminho para os bancos incorporarem o meio ambiente em seus financiamentos”

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