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Workshop Escolhas debate a relação entre a agricultura urbana e os serviços ecossistêmicos de São Paulo

Novo estudo, que sairá em abril, trará uma análise da atividade na região metropolitana da capital paulista

Qual o impacto que a agricultura urbana e periurbana pode ter na disponibilidade de serviços ecossistêmicos na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP)? Essa é a pergunta que permeia o novo estudo que o Instituto Escolhas está preparando e terá seu lançamento em abril. 

Serviços ecossistêmicos são definidos como as características, as funções ou os processos ecológicos que contribuem direta ou indiretamente para o bem-estar humano, ou seja, são os benefícios que as pessoas obtêm dos ecossistemas. Já serviços ambientais, de acordo com a Lei 14119/21 (Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais), são “ações humanas que preservam ou melhoram a qualidade dos ecossistemas”, como as atividades relacionadas à produção agrícola.

O novo estudo do Escolhas visa analisar qual a relação da produção agrícola dentro e ao redor das cidades (agricultura urbana e periurbana) com os benefícios que as pessoas obtêm dos ecossistemas na metrópole de São Paulo.

Na primeira semana de março, pesquisadores, tomadores de decisão e gestores de órgãos públicos participaram de um encontro virtual, para apresentar e debater os resultados intermediários e as escolhas metodológicas do estudo.

Gerente de Projetos e Produtos do Escolhas e coordenadora geral da pesquisa, Jaqueline Ferreira abriu o encontro relatando o processo de concepção do material, que começou com o estudo “Mais perto do que se imagina: os desafios da produção de alimentos na metrópole de São Paulo”, lançado em novembro de 2020. 

“O nosso intuito hoje é dar continuidade no debate de resultados intermediários e escolhas metodológicas desse estudo, para ouvir e aprimorar a análise, gerando evidências mais relevantes para a tomada de decisão sobre o tema”, afirmou Jaqueline.

Essa nova parte da pesquisa é uma parceria do Instituto Escolhas com a iniciativa TEEBAgriFood, da ONU, e tem como pesquisadores responsáveis Vitória Leão e Jay Amstel, sob supervisão de Peter May.

Na apresentação de dados, Vitória trouxe o contexto da metrópole e destacou a importância histórica da agricultura nas cidades, que tem como um de seus vários benefícios a segurança alimentar e nutricional, especialmente em momentos de crise: “a agricultura urbana ganhou destaque sempre que houve crise no abastecimento, como no caso das guerras. E, agora, nós podemos ver a mesma coisa nos momentos de pandemia de Covid-19”. 

Jay Armstel, por sua vez, trouxe a comparação dos dois cenários analisados: o cenário 1, em que seria possível prover alimentos saudáveis para a população da RMSP, com expansão agrícola sustentável, e o cenário 2, chamado de BAU (sigla em inglês para Business As Usual), onde são mantidas as tendências identificadas no período 2008- 2018, com crescimento urbano de 8,5%. Nos dois cenários, foram analisados a variação dos seguintes serviços ambientais da agricultura urbana em relação a hoje: regulação de erosão, mitigação de calor, mitigação de inundações e produção de água. 

Nas discussões de grupo, as várias funções da agricultura nas cidades também foram destaque, como as possibilidades de geração de emprego e renda, o empoderamento das mulheres, a educação ambiental, o fortalecimento das relações de vizinhança, o engajamento político, a promoção da saúde, o aumento de espaços verdes na cidade, a redução do risco de inundações e mitigação de ilhas de calor, e muito mais. 

Para saber em primeira mão sobre os resultados e o lançamento deste e de outros estudos, acompanhe o site e as redes sociais do Escolhas, ou assine aqui nossa newsletter.